⚠️ Emergência Intestinal ou Estratégia Judicial?
⚠️ Emergência Intestinal ou Estratégia Judicial?
Jair Bolsonaro voltou pro hospital. Mais uma vez, a justificativa oficial são problemas intestinais. É o intestino que dói, é o abdômen que inflama, é a obstrução que ameaça.
Mas cá entre nós: será mesmo só isso? Ou o ex-presidente está — como se diz no bom e velho português popular — com a mão no botico, de tanto medo do que vem por aí?
A internação aconteceu no momento em que os ventos da justiça sopram cada vez mais fortes sobre as cercanias do cercadinho. CPI, PF, STF — é sigla pra todo lado. Delatores brotando como milho na panela, revelações pipocando, e claro, uma lista crescente de crimes que fazem o Código Penal parecer um cardápio completo de fast food:
- Fake news
- Tentativa de golpe
- Desvio de dinheiro
- Abuso de poder
- E agora até plano de fuga
Diante disso, não é de se espantar que o intestino tenha travado. Afinal, quem não sentiria um leve aperto nas entranhas ao ver seus aliados entregando tudo em delações premiadas, enquanto se esfarela o último farelo de imunidade?
Mas vamos dar o benefício da dúvida. Vai ver é só mais uma daquelas obstruções simbólicas. Um intestino tão acostumado a digerir fake news e bravatas talvez tenha finalmente decidido travar na tentativa de processar a realidade.
Ou quem sabe o corpo de Jair esteja apenas refletindo aquilo que ele tanto tenta esconder: o pânico absoluto de trocar o Palácio da Alvorada por uma cela sem cloroquina, sem Wi-Fi e com direito a banho de sol monitorado.
É curioso notar como essas crises de saúde surgem sempre em momentos estratégicos. Apareceu um mandado? Pronto — lá vai o intestino inflamar. Avançou uma denúncia? Tome soro na veia. O padrão já virou meme.
E a única coisa que parece funcionar melhor que o plano de saúde do Bolsonaro é seu faro para escapar do chilindró... ou ao menos tentar.
Enquanto seus seguidores ainda gritam "mito" entre uma live e outra, o homem que prometia acabar com tudo está agora acabado. Não politicamente (ainda), mas biologicamente, abalado.
O intestino que resistiu a picanhas, leite condensado e viagens ao exterior agora não resiste ao cerco judicial.
A pergunta que fica é: será que o capitão vai conseguir adiar o inevitável com mais uma internação conveniente? Ou a justiça finalmente vai aplicar um purgante na república de absurdos que se instalou nos últimos anos?
Seja como for, fica o registro: o verdadeiro problema intestinal de Bolsonaro não está no abdômen, mas na eminência de sentar no banco dos réus — ou, quem sabe, num beliche de cela. E essa dor, meu amigo... nem morfina resolve.
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