💀 Quando o Ódio Vira Tribuna: O Desejo de Morte Como Projeto Político

💀 Quando o Ódio Vira Tribuna: O Desejo de Morte Como Projeto Político

📢 IMUNIDADE PARLAMENTAR NÃO É LICENÇA PARA A BARBÁRIE.

🎧 Episódio completo: “Desejo de Morte e Outras Barbaridades”

Eu falei que por mim eu quero mais que o Lula morra, não prego violência, mas você é honesto. Se ele tiver um infarto, eu vou ficar feliz. Se ele tiver um AVC e for pro quinto dos infernos, eu vou ficar feliz.

Essas não são falas de um lunático qualquer num fórum anônimo da internet. São palavras ditas por um deputado federal em exercício, Gilvan do PL. Sim, aquele que deveria representar o povo, mas prefere representar o ódio — cru, explícito e com roteiro de necrológio embutido.

E como se fosse pouco, ele ainda ressuscita os fantasmas de um passado não tão distante: Jair Bolsonaro já havia dito o mesmo — ou pior — sobre Dilma Rousseff. “Tomara que morra de câncer.” Assim, com frieza cirúrgica. Dilma, sobrevivente da ditadura, torturada, calada à força, ouve em plena democracia o desejo de que apodreça por dentro.

E o que acontece com esses homens? Nada. Porque para eles, a democracia é só um palco para a performance da violência verbal. O objetivo nunca foi debater. É eliminar. É humilhar. É ver o outro sangrar.

Mas se virou moda desejar a morte, deixa eu participar do desfile — só que ao contrário. Desejo sim vida longa a Jair Bolsonaro. Longa mesmo. Tipo 200 anos. Quero que viva o suficiente para assistir ao seu mito apodrecer em tempo real. Que veja, um a um, os rostos das famílias que choraram seus mortos enquanto ele fazia piada, tomava cloroquina, zombava de máscara como se fosse mordaça.

Quero que tenha tempo de sobra para relembrar, frase por frase, cada gargalhada desumana. Que ele viva para sentir o peso de cada lágrima.

Mas principalmente, que viva preso. Que sua cela seja sua lápide em vida. Com direito a vaso sanitário exclusivo — afinal, alguém tão prolífico em pérolas orais e anais precisa de um trono à altura.

Desejo que cuide bem do seu traseiro. Não por medo. Mas por higiene e estética. Porque até canalha a gente respeita. Mas cobra também.

E enquanto ele vive, a gente aqui fora vive o luto de uma nação intoxicada por fake news e corrente de WhatsApp. Junta os cacos da lucidez, recompõe o senso crítico e tenta vacinar o Brasil contra o vírus do fanatismo.

Mas não se enganem. A história é paciente. Ela espera, anota, e um dia... ela cobra. Com juros, correção monetária e recibo timbrado.

Então sim. Longa vida ao povo. Que ele viva muito. Que ele viva o suficiente para assistir seu mito virar meme. Que ele perceba que nunca foi herói — foi só um erro. Um erro caro, mas corrigível.

Com amor, lucidez e um toque de veneno.

— Chica Marrenta

Comentários